quinta-feira, 19 de maio de 2011

TVT - Tumor Venéreo Transmissível

Adalgiza não é um cão, nem um gato. É uma senhora “Humana” muito simpática. Todos os dias passa apressada em frente a clinica a caminho do seu trabalho, sempre sorridente, me cumprimenta com um oi bem alegre e caloroso. Um dia trouxe um animal para ser examinado, o “Abandonado”, pois apresentava secreção sanguinolenta pelo pênis.

Como diz o meu professor, essa é uma doença de cachorro gandaieiro, mas não é exclusiva de macho.

O “Abandonado” foi recolhido da rua e foi abandonado pelo seu vizinho. Ele apresentava nódulos na base do pênis com aspecto a uma couve-flor, que acomete além das genitálias, outras partes do corpo como a pele, a cavidade oral, o pavilhão auditivo, baço, rim, fígado, pulmão, globo ocular, região anal, faringe, encéfalo,...



O TVT - Tumor Venéreo Transmissível é considerado uma neoplasia de células redondas da mucosa da genitália externa de cães machos e fêmeas, transmitido durante o coito, através da transferência de células neoplásicas de um animal para outro. A patologia dá-se também por arranhaduras, lambeduras ou através do ato de cheirar o animal infectado.


A quimioterapia é o tratamento de maior escolha, e com uma semana de tratamento, pode-se observar redução pela metade dos nódulos chegando a ser reduzido completamente no final do tratamento do “Abandonado”.


Animais que tem acesso fácil a rua tem maior probabilidade de contrair a doença.

Esse animal foi abandonado pelo vizinho da senhora Adalgiza, que encontrou no abandono a solução mais prática e mais fácil para ele. Situações assim são vistas todos os dias.

Campanhas educacionais que objetivam despertar a responsabilidade dos donos devem ser realizadas.

A primeira coisa que uma pessoa deve saber antes de ter um animal de estimação é que: eles não são objetos para serem descartados dessa maneira.

Apesar dos esforços, o abandonado possuía outras patologias que o impediram de continuar com a senhora Adalgiza.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Banho e Tosa




A República dos Animais trouxe uma oferta para deixar seu bichinho abanando o rabinho. Pra começar um super banho, com produtos específicos para o tipo de pelagem, seguido de tosa higiênica, limpeza de ouvido e corte de unhas.



Todos os procedimentos são sempre monitorados por uma médica veterinária.


Regulamento:



Válido exclusivamente , para cães e gatos de pequeno porte (até 10 kg)

Banho+tosa higiênica+limpeza de ouvido+corte de unhas a partir de R$10,00.

Tosa simples+tosa higiênica+limpeza de ouvido+corte de unhas a partir de R$20,00.

Transporte dos animais não está incluido;

Imprescindível reserva, que poderá ser feita pelo telefone.

Limite de uso 4 animais por pessoa;

Forma de pagamento: dinheiro



Válido até a 5 de junho de 2011.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Diabetes em cão

Essa é a Preta, uma cadela de todas as raças, que é carinhosamente cuidada por uma cliente muito especial.



Ela tem Diabetes Tipo I (insulino-dependente), forma mais comumente encontrada nos animais domésticos, e está relacionada à deficiência do pâncreas em produzir insulina. A principal ação da insulina é agir nas membranas celulares de maneira a permitir a entrada de glicose.A doença pancreática endócrina ocorre em cães mais velhos, mais em fêmeas, frequentemente em associação ao estro (cio).


Essa endocrinopatia foi diagnosticada na Preta pelos sinais clínicos apresentados: emagrecimento, aumento de ingestão de água, aumento da produção de urina, ...


Como os rins não conseguem reabsorver toda a glicose, então o excesso é excretado pela urina, em alguns casos podem ser vistos formigas nos locais onde o animal urina.

Como a glicose está indisponível, o organismo utiliza a via alternativa de obtenção energética, a partir das gorduras e é traduzindo em sinais de vômito, anorexia (falta de apetite), depressão e fraqueza.

Curiosamente, boa parte dos cães diabéticos são diagnosticados quando procuram o veterinário por causa do surgimento de catarata, que não é um sinal clinico inicial do diabetes. O cristalino é permeável a glicose e com o tempo causa a opacidade, que é denominada catarata.

A dosagem sérica de glicose deve ser precedida de jejum por no mínimo doze horas, se a condição do animal permitir.


O tratamento será aplicado durante toda a vida animal do animal. É preciso que haja um comprometimento do dono, porque disso depende o sucesso do tratamento e da melhora da qualidade de vida do animal. É de vital importância saber que ele não pode permanecer sozinho, já que o tratamento insulínico é para sempre e depende de proprietários dedicados e responsáveis.

Acidentes ou incidentes da insulinoterapia, são dominados pelo aparecimento repentino de uma hipoglicemia que podem ser vistos com transtornos de locomoção, fadiga e, nos casos extremos, coma. Estas complicações requerem um tratamento específico, de urgência, que só pode ser decidido pelo veterinário.



Paralelamente ao tratamento médico, será necessário adotar uma dieta hipocalórica. A este respeito, existem regras específicas que só o veterinário deve decidir.


E a “Graça” é fazer isso com uma dose enorme de afeto.