quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Desabafo de um caso clínico

Conheci a Preta quando ela já tinha meia idade. Um dia ela chegou aqui vomitando, bebendo muita água e urinando muito, foi quando descobrimos que ela tinha diabetes.

Nesses dois anos e meio após o diagnóstico de diabetes tentamos oferecer a ela qualidade de vida. Ela se adaptou muito bem a dieta oferecida, as aplicações de insulina duas vezes por dia, e isso só foi possível porque tinham humanos dispostos a fazer isso.

Ela ficou cega por causa da diabetes, mas ela acurou seus outros sentidos, o lugar da sua alimentação, o lugar de dormir, o banheiro e sabia muito bem onde ficava a porta da rua.

Ela odiava foguete.

Como a glicemia estava muito alta e ela tinha pseudogestações frequentemente, Preta foi preparada para a castração. Foi realizada uma curva glicêmica na sua residência e a cirurgia foi realizada.
O dia da primeira cirurgia foi um ato tenso, tenho certeza que a veterinária que me auxiliou, nunca vai esquecer esse dia, porque os nervos ficaram a flor da pele. Os minutos de atraso foram intoleráveis, a demora em ligar o pedículo foi eterna, pois tinha que ser tudo perfeito, uma sincronia que não estava tão sincronizada pela intolerância, isso tudo porque a paciente era idosa, diabética e porque havia me envolvido muito com o caso, e eu não queria perder a paciente. Enfim o paciente mais complicado desse dia deu tudo certo, a cirurgia foi um sucesso, o retorno anestésico foi um sucesso e a cicatrização espetacular.

Mas por falar em flores, o próximo paciente, era uma castração eletiva, jovem, exame laboratorial perfeito teve duas paradas cardiorrespiratórias, e sabe de quem era a cachorra? da minha tia. Aff Maria....deu o maior trabalho, eu nunca chorei tanto na minha vida, só de pensar me dá um nó na garganta, mas conseguimos reverter e disso tudo tiramos muito aprendizado.
Cinco meses após esse procedimento, Preta apareceu com a mama inguinal esquerda avermelhada, e a suspeita era carcinoma inflamatório maligno, ela foi encaminhada para oncologista e teve uma resposta muito boa a medicação, por isso tivemos pressa em operá-la.


Foi a cirurgia mais agressiva que já fizemos, toda a cadeia mamária foi removida, foram quatro horas de cirurgia, e a Preta resistiu a tudo.
Isso foi feito para dar qualidade de vida ao animal.

Alguns dias depois veio o diagnóstico definitivo da histopatologia: Carcinoma micropapilar com metástase para os linfonodos inguinais
Prognóstico péssimo.

Diante do que sabíamos de concreto, sua tutora é que me consolava com suas experiências, mas apesar de parecer durona sei que está sofrendo muito.
Nos primeiros dias após a cirurgia, a Preta foi rapidamente liberada para casa, pois aqui na clinica ela não estava confortável e corria o risco de contrair alguma infecção hospitalar. Foi a melhor opção feita. Os curativos foram feitos na casa dela, e nesse intervalo foram elaboradas várias técnicas para dar o melhor conforto para a Preta.

A recuperação foi fotografa e a cicatrização foi impressionante.

 
Sem dúvida nenhuma, esse foi um caso de amor inesquecível.  

Em um intervalo de 7 dias, Preta apresentava sinais de sofrimento como: cansaço, dor, inquietude, emagrecimento brusco, feridas na pele e sofrimento era o que não queríamos.
Sua tutora optou pela eutanásia, tenho certeza que não foi uma decisão fácil, e ela foi muito forte, por que desde que me formei, foi uma das poucas tutoras que acompanhou o procedimento de eutanásia.

Preta viveu muito bem 70 dias após a cirurgia e agora seu corpo descansa abaixo de uma sombra.
Você foi história na minha vida.
 

domingo, 14 de outubro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Subiu ao céu.....

 Valente (2005 a 2012)

Valente foi entrando na nossa vida devagarinho e ocupou um lugar especial em nosso coração. Sua presença sempre será lembrada!!!!
Ele era um cão cheio de energia e alegria, no dia do banho ele balançava toda a sua musculatura com os galopes que dava em minha direção. E ele sabia o caminho direitinho, como era inteligente. Aqui na clinica já tinha o seu cantinho para o tantão de cachorro que ele era.

Ele comunicava com a gente com seu olhar, e dizem que os animais são irracionais. Como?

Ele era infectado pela Leishmania infantum, e nem por isso ele foi eutanasiado. Sinceramente, eu não esperava que ele fosse tratado, pois ele era um cão trabalhador.
E ele foi bem tratado, monitorado criteriosamente e periodicamente. Ele me acompanhou por 7 anos. Fazia blitz na empresa, atas com horários e advertências aos porteiros.

Ele era um cão que trabalhava e todo mundo se divertia com ele. Ele mobilizou todas as pessoas em sua volta para que seu bem estar fosse preservado.
As pessoas que foram eleitas a administrar os medicamentos diários foram ameaçadas a perder o emprego se caso não o fizessem. E isso não foi considerado obrigação para eles, era prazer e troca de carinho, que foi cumprido criteriosamente.

Ao pessoal da portaria, vocês foram essenciais para que ele vivesse bem até o dia de hoje. Aos diretores da empresa, vocês foram mais que sábios em realizar o tratamento, por que vocês sabem que não é só o cão que faz parte do ciclo de transmissão da leishmaniose.
Valente sempre foi inteligente, inteligente demais para não aceitar provocações de outros animais. Nunca foi bagunceiro ou latidor, tinha valentia em seu porte e impunha muito respeito. Ele era simplesmente exuberante. Sabia bem o seu lugar, mas cachorro que é cachorro sempre tem uma história para contar, causou tumulto na fabrica, chegando ao ponto de chamarmos o corpo de bombeiro por causa dele, mas ele nunca mordeu humanos, só ouriços cacheiros, e foram duas vezes.

Ele era um membro da nossa equipe aqui na Clinica e já sentimos sua falta.

Adeus!!!!!!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mordedura

Hoje faz 7 dias que Melissa foi atacada por um de seus companheiros caninos.

Melissa é uma yorkshire e estava gestante, seus proprietários aguardavam o dia do seu parto.

Sua dona saiu para trabalhar de manhã e só retornaria na hora do almoço, mas resolveu voltar em casa e encontrou sua cadela toda perfurada.  

Não sabemos o motivo da agressão, a hipótese é que possa ser por proteção a alimentos. Eles convivem juntos há muito tempo e é a primeira vez que isso acontece.

As mordeduras envolvem lacerações, avulsão e esmagamento do tecido, além da penetração em vários planos teciduais de uma variedade de BACTÈRIAS, e é grave quando acometido por animais. Os cães são responsáveis pela maioria das mordidas de animais, seguidos por gatos e seres humanos.

Melissa chegou em estado de choque, com perfurações no abdome com exposição de estruturas abdominais (omento), perfuração do útero gravídico, comprometendo o término da gestação e perfuração do tórax (pneumotórax). 

Cadela GESTANTE.

 Exposição do Omento

 Perfuração do útero
Esmagamento das alças intestinais

As mordeduras exigem controle básico do ferimento e compressão da flora bacteriana, mas o que veio primeiro nesse caso foi à estabilização do paciente.

A mistura de floras aeróbica e anaeróbica, juntamente com a injúria complexa de estruturas profundas pode acarretar em infecção. A limpeza da ferida é o tratamento mais importante para evitar infecção.
 Melissa foi submetida à ovariohisterectomia, seguida de lavagem peritoneal e sutura parcial da parede abdominal.

Hoje retiramos os pontos externos e ela passa muito bem.




Sua proprietária foi muito zelosa.

Agradeço a colaboração da Dra Mara Amaral, que participou da resolução desse caso.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Inauguração do site


Regras para a participação:

Post nos comentários do blog sua opinião, o que você mais gostou do site, o que você acha que deve ser melhorado, e o que não gostou também. Aproveite também para solicitar uma matéria de seu interesse, para que possamos escrever no Blog.

Poste com perfil válido ou coloque seu nome e contato, o nome do seu animal, a espécie e idade.

Animais que estiverem doentes não poderão participar. 

Não serão aceitos comentários anônimos.

Vale um comentário por pessoa com a descrição de um animal. 

O vencedor será sorteado através do Random Org. 

Os comentários só serão válidos até o dia 30/08/12 as 23:00 horas.

O premio será atualização das vacinas do seu animal. Se for um cão: vacinas polivalente, contra gripe, contra raiva e contra Leishmaniose Visceral Canina. Se for um gato, a vacina quadrupla e vacina contra raiva. Vale ressaltar que o animal deverá ser trago a clínica. 

O nome do vencedor será publicado no dia 31 de agosto de 2012, e terá um prazo de 30 dias para agendar a sua visita a clínica.


terça-feira, 31 de julho de 2012

Oftamologia Veterinária

No final do mês de agosto, acontecerá um curso de oftamologia veterinária aqui na clinica com o Doutor Gustavo Fulgêncio. O professor defendeu sua tese de doutorado recentemente, é pesquisador, clinico e cirurgião e tem muita coisa para nos ensinar e dividir com a gente.

Foi pensando nisso que vamos nos reunir nos dias 31 de agosto e 1 de setembro, para que as novas tendências sejam incorporadas na rotina da nossa clinica com eficência e qualidade.

Então você médico veterinário ou estudante de medicina veterinária não pode ficar fora dessa oportunidade.

São apenas 15 vagas.

Estamos aguardando você.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Preferencia alimentar do vetor da LVC no Brasil

A Lutzomyia (Lutzomyia) longipalpis é o vetor que transmite a leishmaniose visceral no Brasil. Esse vetor está adaptado em diferentes regiões e habitats no Brasil e tem uma dieta variada.
Alimenta-se de vários animais como: galinhas, pássaros, homens, cães, gatos, porcos, cavalos, ovelhas, gambás, ratos, gado, raposas, podendo alimentar-se ao mesmo tempo de duas ou mais espécies. Esse comportamento é comum, que é experimentar diferentes sangues até completar sua refeição. E é um aspecto importante na transmissão da infecção.
Vale ressaltar que só a fêmea é hematófaga, e ela precisa do sangue para a maturação dos ovos.
Apesar dos estudos demonstrarem fêmeas de L. longipalpis ingurgitadas com sangue de todos esses animais identificados acima, ela tem uma preferencia alimentar que varia de acordo com a região.
Assim como os humanos que tem suas comidas típicas que varia de Estado para Estado, as L. longipalpis também tem.
Esse estudo publicado recentemente (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3270439/pdf/JTM2012-858657.pdf)  mostra claramente isso.
Em Jequié/BA 20% das fêmeas de L. Longipalpis se alimentaram de sangue humano para 0,8% em Massapê/CE. Mas o que diferencia esses dois municípios?
Estudos tem demonstrado que a L. longipalpis tem uma forte atração pelas galinhas. O que foi observado no município de Teresina/PI, onde 67,6% das fêmeas estudadas estavam ingurgitadas com sangue dessas aves.  Essas aves servem como fonte de alimentação e assim podem atrair fêmeas infectadas com Leishmania infatum, permitindo a criação e manutenção e potencial em transmitir o parasito aos hospedeiros finais, que pode ser o homem, o cão e até o gato.

Veja aqui um esquema do vetor:

Mas alguns aspectos devem ser considerados, como: das 609 fêmeas de L. longipalpis, quantas representam essa porcentagem?

Dos quatro municípios estudados, as fêmeas se alimentaram de sangue humano em dois municípios.
Pesquisei para saber algumas características e encontrei:

Jequié/ BA – moderada transmissão - População: 150.541- 20% fêmeas com sangue humano
Massapê/CE – esporádica transmissão - População: 35.201 – 0,8% fêmeas com sangue humano

Pensando em números, quanto menor a população, menor a possibilidade dos humanos serem sugados pelas fêmeas?
Ou quanto menor a população, menor os efeitos ambientais causados por ela?
No nordeste do Brasil concentram-se 47% dos casos humanos de Leishmaniose.
E aqui no nosso município, você sabe qual tipo de sangue que a fêmea de L. longipalpis prefere?

A fêmea gosta do que está disponível para ser sugado.

E o que isso significa?
Que quanto mais animais abandonados na rua, sujeitos a sua própria sorte, mais animais serão infectados.

Quanto mais o ser humano despreza o meio ambiente, mais doenças irão aparecer.
Quer ler o artigo na integra?
AFONSO, M.M.S; DUARTE, R.; MIRANDA, J.C.;CARANHA, L.; RANGEL, E.F. Studies on the Feeding Habits of Lutzomyia (Lutzomyia) longipalpis (Lutz & Neiva, 1912) (Diptera: Psychodidae: Phlebotominae) Populations from Endemic Areas of  American Visceral Leishmaniasis in Northeastern Brasil. Journal of Tropical Medicine. Vol. 2012 Article ID 858657, 5 pages. doi: 10.1155/2012/858657

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Mês de Banho e Tosa

IMPERDÍVEL!!

Neste mês de julho, proprietários que trouxerem os animais para banho e/ou tosa nas terças e quartas-feiras de 8 as 10h da manhã terão desconto de 30%!!!

Não perca!!!

 


Aqui sem dúvida seu bichinho muito mais limpinho, cheiroso e fofinho!

terça-feira, 26 de junho de 2012

O caminho da cura da Leishmaniose Visceral Canina

ESTUDO TRAZ AVANÇO CONTRA A LEISHMANIOSE
Cientistas da UFMG desenvolvem tratamento para a forma canina da doença, aliando o remédio usado em humanos com a substância alopurinol. Nos primeiros testes, o índice de cura das cobaias chegou a 50%, mas os pesquisadores esperam melhorar os resultados. Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) propõe uma nova forma de tratamento para a Leishmaniose visceral canina, que resulta em 50% de cura, além da quebra do ciclo de transmissão da doença para o homem. O estudo foi uma "dobradinha" entre pesquisadores dos departamentos de Fisiologia e Biofísica e de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da instituição, que participam da Rede Mineira de Nanobiotecnologia e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanobiofarmacêutica.

A Leishmaniose é uma doença parasitária transmitida pela picada do osquito-palha (vetor), que, na sua forma visceral mais severa, tem no cachorro (hospedeiro) seu principal reservatório da Leishmania chagasi, protozoário responsável pela doença. No Brasil, são registrados cerca de 5 mil novos casos por ano em homens (nesse caso, a doença se chama Leishmaniose visceral humana). E estima-se que 5% da população canina do país esteja contaminada. Enquanto o tratamento em pessoas é feito com medicamento à base de antimônio, para o animal, o caminho é o sacrifício. Trata-se de uma medida controversa, já que em outros países, como a Espanha, os animais são tratados há mais de 50 anos.

A solução sugerida pela UFMG consiste no uso do mesmo remédio usado para os humanos, o antimonial pentavalente, associado ao alopurinol. Mais que o uso do medicamento humano, o principal responsável pelo êxito no tratamento é a forma como ele é administrado, por meio de lipossomas (que são cápsulas em escala nanométrica) que contêm o medicamento (antimônio).

Quem explica é Frédéric Jean Georges Frézard, pesquisador e professor de biofísica no ICB: "Os lipossomas são naturalmente capturados pelos macrófagos, presentes principalmente em órgãos como o fígado, o baço e a medula óssea. Como os macrófagos são células responsáveis por captar e eliminar os corpos estranhos do organismo para evitar infecções, em indivíduos infectados pela Leishmania, esses órgãos ricos em macrófagos são justamente os que concentram a maior parte dos parasitas. Em outras palavras, os lipossomas atingem em cheio o maior foco da doença".

Com a nova técnica, a absorção do fármaco nesses órgãos, que era de 0,1%, cresceu para 45%. Isso proporcionou o uso de uma dosagem cinco vezes menor, assim como a redução do intervalo das doses, que antes era a cada 12 horas e passou a ser a cada quatro dias. "Isso proporcionou ganho terapêutico e mais eficácia no tratamento", avalia Frézard.

Combinação

Mas, de acordo com a pesquisa, o simples tratamento com o antimonial, ainda que de forma mais eficaz, não é capaz de proporcionar a cura da doença, porque, no restante do corpo do animal, persistem alguns focos do parasita. O uso associado do medicamento alopurinol é que permite o combate a esses focos em todo o organismo.

Frédéric Frézard explica que a pesquisa teve início em 1998. Um dos principais desafios era quanto à estabilidade do lipossoma, ou seja, a manutenção de sua estrutura por tempo prolongado. Assim, foi desenvolvido um lipossoma em forma de pó. Instantes antes de injetar o medicamento no animal, esse pó é associado ao antimonial (em forma líquida). Essas "cápsulas" absorvem o medicamento para transportá-lo.

De acordo com o pesquisador, o objetivo agora é alcançar os 100% de cura. Ele adianta que espera melhorar os resultados usando antes o alopurinol, para reduzir os focos do parasita de maneira geral, para depois "entrar" com o antimonial na forma de lipossoma. Outro ponto é aprimorar as "cápsulas", de forma que elas permaneçam circulando por mais tempo no organismo, alcançando uma distribuição mais ampla. O processo pode ser usado em escala industrial.

Experimento

Um dos responsáveis pela parte prática do tratamento foi o pesquisador
Sydnei Magno da Silva. Ele conta que, para realizar a pesquisa, foram formados seis grupos de animais com diagnóstico de Leishmaniose visceral, cada um recebendo determinado tipo de medicamento para poder compará-los e concluir se o tratamento foi eficaz ou não. Os grupos foram divididos da seguinte forma: um de controle, que recebeu placebo; um ingerindo apenas o alopurinol; um recebendo alopurinol com lipossomas vazios; um recebendo apenas lipossomas vazios; um recebendo lipossomas com antimonial; e um tratado com o lipossoma com antimonial associado ao alopurinol.

"O tratamento consiste em seis doses do lipossoma com antimonial, uma a cada quatro dias, associado a 140 dias (uma cápsula ao dia) do alopurinol", explica Silva. Depois, foram feitos exames nos animais. Para confirmar a cura ou não, 60 dias após o tratamento, os testes foram repetidos. Também foi estudada a capacidade do animal transmitir a doença para o vetor, avaliada como nula. Além do percentual de 50% de cura, os outros 50% apresentaram melhora significativa, chegando a ter aproximadamente 600 vezes menos parasitas na medula óssea, revela o pesquisador.

Depois de concluir o estudo, os pesquisadores têm um novo desafio. É que em 2008, uma portaria interministerial (1426/2008), de autoria do Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, proíbe o tratamento da Leishmaniose visceral canina com medicamentos de uso humano. O documento alega diversas razões, algumas contestadas pelos pesquisadores  como a falta de um medicamento ou esquema terapêutico que garanta a eficácia do tratamento canino e a redução do risco de transmissão da doença a partir dos cães no período de tratamento. Há o temor também de que se desenvolvam organismos resistentes aos medicamentos disponíveis para o tratamento da Leishmaniose em seres humanos.

Fonte:
Estado de Minas - 11/06/2012
http://www.cfmv.org.br/portal/noticia.php?cod=2857

https://www.ufmg.br/boletim/bol1773/6.shtml

domingo, 24 de junho de 2012

Adotar é mesmo tudo de bom!!!

Adotar é mesmo tudo de bom!!!
Nossa campanha de sábado, 23/06/12 foi um sucesso!!!


Vários cães foram adotados, mas muitos ainda estão a espera de um final feliz.

Protetores independentes da região de Contagem e Belo Horizonte abrigam esses animais oferecendo um lar confortável, alimento, carinho e saúde para que eles possam ser adotados e oferecerem para nós humanos vários benefícios ímpares, que só quem adota sabe explicar.

Vocês podem ver que alguns tem seu próprio estilo:
Simpáticos, brincalhões e lindos!!!

Querem ver mais fotos?
Acessem mais em http://www.facebook.com/RepublicaDosAnimais

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Campanha de adoção de cães e gatos!!!!

Estamos preparando para esse sábado uma campanha de adoção.

Venha participar!!!!

Teremos a partir da 10:00hs contação de história para as crianças.


Até lá!!!
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sexta-feira, 15 de junho de 2012

domingo, 3 de junho de 2012

Dia do Bichinho

Os cães foram encoleirados com a Scalibor.
O objetivo dessa coleira é proteger os cães contra a picada dos flebotomíneos, vetor da Leishmaniose, popularmente falando, "mosquitinho" que transmite a Leishmaniose nos cães.

Os proprietários foram orientados a vacinar os animais contra essa doença.







Foi muito bom participar mais uma vez do dia do bichinho.

Agradeço a participação de todas as pessoas envolvidas.
Sem dúvida nossa contribuição aos animais de estimação foi um sucesso.

Dia do Bichinho

O dia do bichinho, no bairro Lindéia só foi possivel porque a comunidade aceitou a nossa presença, porque houve colaboração de pessoas como o Padre Carlos, veterinárias como a Dr. Jucinéia, a estágiária Marcela e distribuidoras de produtos veterinários como: Pioneira, na pessoa de Ianner, que doou 30 coleiras Scalibor e a Vetor na pessoa de Karina, que doou 25 doses de Recombitek.


Os cães foram vacinados com a vacina Recombitek, que protegem contra:
cinomose, parvovirose, coronavirose, parainfluenza, adenovirose, hepatite infecciosa e leptospirose canina.


Os gatos foram examinados. Para eles foi indicada a vacinação.



Dia do bichinho - Leishmaniose visceral canina

Hoje foi um dia muito divertido, criativo e produtivo.

Quando era pequena, sempre assistia as peças de fantoches produzidas pelos meus tios Braz e tia Glorinha. Ficava hipnotizada com as histórias que eles contavam.

Eles montavam o palco com retalhos de panos e a gente sentava-se no chão, com as pernas cruzadas, pecoço estirado para cima e olhos esbugalhados, prestando atenção no enrredo contado.

Sempre tinha o gato de botas com sua bota mágica, um saco dependurado no corpo que eles retirava peças que estimulavam a nossa imaginação.

E quando terminava, a gente ficava triste porque queríamos mais.

Era sempre uma festa, porque minha família é muito numerosa, e era quando a primaiada se encontrava.

Por causa disso....

Resolvi tentar fazer algo parecido com a tal da leishmaniose visceral canina.   

E vieram participações ilustres, como a tia Glórinha e o João Victor


Cirlene, a médica veterinária Jucinéia

Aqui estamos falando sobre o tamanho do "mosquitinho" que transmite a Leishmaniose visceral, para homens, cães, gatos e outros animais.



Falamos também sobre outras zoonoses, como a raiva.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Campanha de Vacinação

Regulamento
Para ter acesso ao plano de saúde veterinário, os proprietários dos animais deverão participar da promoção “Mês da Vacina”, que ocorrerá no mês de Junho de 2012.

Os proprietários deverão vir à clínica República dos Animais, e trazer seus animais para vacinar durante os dias 1 a 30 de junho e comprarem o pacote de vacinas essenciais.  

O valor do pacote de vacinas essenciais irá depender da fase de vida e necessidade do animal.

O programa de vacinação é individual e intransferível, por isso os valores dependem do histórico do animal e será elaborado por um período de um ano.

As vacinas essenciais dos cães são: vacina de filhote, vacina contra gripe, vacina polivalente, vacina contra raiva e vacina contra Leishmaniose Visceral Canina. As vacinas essenciais dos gatos são: vacina quadrupla e vacina contra raiva.

Para participar, o animal deverá estar em plenas condições de saúde. Animais doentes, com sinais de febre, diarreias, ou outros sinais clínicos, não poderão participar.

Animais que irão iniciar as etapas de vacinação e animais que já se encontram com as vacinas em andamento poderão participar. Para isso, os proprietários dos animais deverão trazer o cartão de vacina e o animal.

Somente terão acesso ao plano de saúde aqueles proprietários que mantiverem as vacinas em dia de acordo com o critério do Médico Veterinário. Proprietários que não seguirem as datas perderão o acesso ao plano de saúde.

Para tanto assinarão um contrato que garante consultas médicas veterinárias gratuitas em horários previamente agendados, de acordo com a disponibilidade e durante funcionamento da clínica República dos Animais. 

O horário de funcionamento é de segunda a sexta de 9:00 as 18:00 hs e sábado de 9:00 as 14:00 horas. Essa promoção é válida somente para consultas realizadas na clinica.

Caso haja algum impedimento para comparecer à consulta ou mesmo à vacinação, o proprietário deverá informar aos atendentes da clínica, com no mínimo três horas de antecedência, para que seja agendada uma nova data e horário.

O Plano de saúde isentará somente a consulta veterinária realizada na clínica República dos Animais.

Para animais que necessitem de suporte medicamentoso, exames diagnósticos laboratoriais, internação e tratamentos que necessitem de apoio com médicos veterinários especialistas, que a consulta veterinária seja realizada fora do horário de atendimento acima estipulado ou que a consulta seja feita em sua residência ou empresa, será cobrado o preço normal dos serviços e procedimentos.

O Plano de saúde veterinário terá duração de um ano a iniciar no contrato de adesão.

Aguardamos vocês.